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A importância da amizade

Livro/filme “O medalhão perdido” apresenta de forma lúdica valores cristãos às crianças Leonardo Felix Ainda é possível ser criança nos dias de hoje? Esse questionamento se faz necessário diante do cenário caótico da sociedade contemporânea, agravado pelo pânico causado pela pandemia de covid-19, no qual os valores cristãos têm sido severamente atacados. Para amenizar a situação, uma leitura traz frescor e esperança na árdua tarefa de educar. O livro infantojuvenil “O medalhão perdido”, de Bill Muir e Alex Kendrick, lançado no Brasil pela Graça Editorial (também há uma versão cinematográfica da obra, dirigida pelo próprio Bill Muir), aborda, de maneira lúdica e fantasiosa, conceitos importantes na formação infantil, tais como o bem comum, a empatia, o amor a Deus e ao próximo. Por meio de uma fábula contada em um lar adotivo, as crianças se transportam para um mundo fantástico, palco das aventuras do menino Billy Stone, que busca realizar o sonho de seu pai: encontrar o paradeiro de um medalhão mágico, que só realiza o bem ao ser usado por alguém que tenha o coração puro, tal qual de uma criança. Nessa jornada, Billy faz amigos e, acima de tudo, se depara com o amor incondicional do maior deles, Jesus. A pastora Mônica Terrigno, da Igreja Internacional da Graça de Deus, Nova Iguaçu/RJ, aponta que o encontro desse “primeiro amor” com o Criador desde a infância depende dos rumos da criação dada pelos pais: “Acredito que para amar a Deus e ao próximo é preciso haver ensinamentos pautados na Palavra de Deus e um comportamento íntegro dos próprios pais”, afirma. Quem corrobora essa opinião é a psicóloga Valéria Miranda: “A criança chega a este mundo e começa a transformar sua personalidade. Para que essa personalidade seja saudável, com um bom desenvolvimento, ela precisa aprender tudo com seus pais ou cuidadores. A criança é como uma ‘esponjinha’ que vai absorvendo tudo do seu ambiente, por isso, bons ensinamentos e bons exemplos são fundamentais para transformar o pequeno indivíduo em um adulto bom”, explica. A formação de laços de amizade tem papel importante na formação dos pequenos, segundo Valéria: “A criança vai aprender que os laços de amizade, companheirismo, lealdade e fraternidade com seus pais e cuidadores diretos, através das atitudes dos mesmos. Assim, a chance de se tornar um adulto de moral e ética serão muito grandes”, detalha a psicóloga. Outro aspecto relevante na educação dos pequenos é a presença frequente e amorosa dos pais, propiciando uma experiência marcante: “Tudo se dá através do ensinamento. Acredito que os pais conseguem marcar a vida dos seus filhos buscando ter um tempo de qualidade com eles. Isso também será muito importante no desenvolvimento emocional das crianças”, ressalta a pastora Mônica. O respeito a esse ser humano em evolução também é necessário, segundo Miranda: “A criança nada mais é do que um indivíduo em desenvolvimento. Estamos aqui para auxiliá-la e transformá-la em um adulto resiliente e bom. Usando a empatia, que é se colocar no lugar daquela criança, os adultos podem saber como tratá-la com respeito, amor, amizade e carinho. Todos nós já fomos crianças e, um dia, as crianças serão como nós”. Terrigno indica a importância do diálogo contínuo com os filhos desde cedo: “Uma conversa franca com eles, buscando a união na família, certamente deixará marcas na vida dos filhos, fazendo-os sentir amor, carinho constante e atenção. Os ensinamentos começam sempre ‘dentro de casa’. Os mais antigos já diziam, ‘educação vem de berço’, lembra. De que maneira podemos ‘blindar’ as crianças dos perigos que o mundo oferece? Para Valéria Miranda, “Os pais devem passar coisas positivas para seus filhos, independentemente do que esteja acontecendo. Por meio do amor, a vida pode ser melhor aproveitada. Os atos de gentileza e de amizade podem transformar o mundo e a vida da própria pessoa que pratica o bem”. Mônica Terrigno ressalta, por meio da Sagrada Escritura, o papel transformador dos pais ao moldarem o caráter de seus filhos, de acordo com a Palavra de Deus: “E disse Deus: Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra” (Dt 11.18,19‭, ‬21).‬‬‬‬

A importância da amizade

Pais aproveitam o período de isolamento social para influenciar e renovar seu relacionamento com os filhos adolescentes

Obra da Graça Editorial destaca o perfil influenciador da figura paterna. Psicólogas debatem a mudança nas relações familiares durante a pandemia. Leonardo Felix Estamos conectados 24h à internet e interagimos continuamente nas redes sociais, encurtando a distância física entre as pessoas. Muitas vezes, estamos separados por milhares de quilômetros, porém a comunicação se dá de forma fluida. A um cômodo de distância, pais e filhos adolescentes não se falam, ou mantém uma relação superficial e distante. A Graça Editorial aborda essa questão da sociedade contemporânea no livro “Pai inteligente influencia o filho adolescente”, de Jaime Kemp. Segundo o autor e pastor, o pai é responsável por construir um ambiente apropriado ao crescimento e amadurecimento dos filhos. “Deus revelou, nas Escrituras, Seu plano para que a família desempenhe seu papel harmonicamente. O homem deve ser o líder e agir sob a autoridade do Cabeça, que é Cristo. Ao lado da esposa, eles criam os filhos em um lar focado em Jesus e nos princípios bíblicos”, explica. Para aprofundar o debate sobre o assunto, entrevistamos as psicólogas Ana Lúcia Rodrigues e Valéria Miranda. Graça Editorial: Como pais e filhos adolescentes têm se relacionado em tempos de pandemia? O isolamento social agravou a distância entre eles? Ana Lúcia Rodrigues: A relação dos adolescentes com os pais tem sido diferente. Os pais trabalhavam muito, sem tempo para família. Não conviviam com os filhos, o lar era apenas um local de descanso à noite. Agora tiveram que criar um hábito saudável para poder permanecer juntos, com menos atritos. Foi gerada uma rotina e a convivência em família está dando certo, com qualidade de vida. Por outro lado, infelizmente, também há casos de adolescentes que estão usando drogas para suportar um pai agressivo, que tem consumido muita bebida alcoólica, ocasionando o aumento de ocorrências de violência doméstica. Valéria Miranda: A busca por atendimento psicológico por parte dos pais para seus filhos aumentou. O isolamento não agravou a distância, ele aproximou pais e filhos. Se a família souber aproveitar a oportunidade, terá um maior convívio. Graça Editorial: Em uma época de comunicação on-line, qual é a principal barreira para que haja um relacionamento saudável entre pais e filhos adolescentes? Ana Lúcia Rodrigues: Os pais pedem aos filhos adolescentes que os ensinem como usar as redes sociais e o jovem não tem paciência para explicar. Isso já gera uma distância entre eles. Uma simples troca de mensagens de áudio ou texto com os pais não tem o mesmo efeito de uma conversa real, não é a mesma troca. Falta mais acolhimento e abraço. Valéria Miranda: A falta de compreensão e empatia. Muitos pais, devido ao trabalho, acabam perdendo a conexão com os filhos. Ainda é possível estabelecer uma comunicação saudável com os filhos. Para tal, devem valorizar os momentos em comum. Durante o lazer e a alimentação, o celular deve ser deixado de lado para priorizar as atividades em família. Os pais não dão a devida atenção aos filhos e não os conhecem verdadeiramente, pois estão ocupados com as questões profissionais e cotidianas. Isso prejudica a comunicação não verbal e, assim, o pai não percebe que seus filhos estão passando por angústias, tristezas e conflitos. De que forma os pais podem estabelecer uma relação de confiança e cumplicidade com seus filhos adolescentes? Ana Lúcia Rodrigues: O ideal é “não cortar as asas”, mas ensinar aos filhos como voar. Os pais tiveram os mesmos conflitos e dúvidas, portanto, para que haja confiança e cumplicidade, é preciso revelar-se, abrir o jogo. Uma criação autoritária demais só vai incentivar o adolescente a mentir, aumentando a distância para com seus pais. Valéria Miranda: Com empatia, respeito e compreensão. O pais devem se lembrar de que já passaram também por essa fase. Devem tentar pensar com a mente do adolescente, com acolhimento, sem julgamentos ou constrangimento. Diversos pais se colocam como seres muito superiores aos filhos, não dando abertura alguma para que seus filhos sejam seus amigos e os procurem para receber conselhos. O objetivo não é punir e atacar o filho adolescente, que, muitas vezes, é chamado de "rebelde" ou "aborrescente", mas auxiliar o ser humano que está em evolução e que precisa de cuidados. O que os pais devem fazer para entender melhor o universo do filho adolescente, dentro do contexto da sociedade atual e seus valores? Ana Lúcia Rodrigues: O pai deve procurar entender melhor o universo do filho adolescente dentro do contexto social. Há uma dinâmica muito diferente na comunicação. Hoje, esse adolescente quer saber o que todo mundo está falando. Além disso, o jovem está buscando a construção de sua própria identidade, o que o faz não ser um “clone” do pai. Portanto, havendo respeito a essa escolha, o pai pode se tornar um “líder”. O diálogo será melhor e o filho estará mais perto deste pai. É um “jogo” continuar educando em uma fase de conflitos. Valéria Miranda: Lembrar que o adolescente ainda não tem a sua consciência amadurecida, que o nível de compreensão dele ainda é diferente do adulto, e que essa fase passará, assim como passou para o próprio pai. Como o pai pode passar a ser uma influência positiva para seu filho adolescente? Ana Lúcia Rodrigues: Por exemplo, atualmente minha filha tem 30 anos. Achava que estava a educando bem, mas fui autoritária com ela. Era uma menina inteligente e, na época, muito insegura, porque a minha palavra tinha que ser sempre a última. É dar liberdade para que os filhos vivam. Eles devem arriscar e tomar suas próprias decisões. Isso vai tornar o convívio entre pais e filhos mais positivo. O pai deve ser sempre o porto seguro do filho, para que sempre possa confiar nos momentos de dificuldades. Valéria Miranda: Sempre com bons exemplos, pois as atitudes valem muito! Uma boa conversa, sinceridade, empatia são ótimas atitudes que vão fazer do adolescente um bom adulto. O carinho também é importante. Não é por que o filho está crescendo que você não deve mais dar um abraço, um beijo. Diga que o ama e que acredita nele e em seu potencial.

Pais aproveitam o período de isolamento social para influenciar e renovar seu relacionamento com os filhos adolescentes

Como exercer a paternidade espiritual na sociedade contemporânea?

Pastor da IIGD reafirma o papel de referência do pai na educação dos filhos. Best-seller da Graça Editorial fala do desafio de formar e liderar uma família. Leonardo Felix O dom da paternidade, concedido pelo Criador, precisa ser exercido não de forma autoritária, mas de maneira espiritual. É como o homem pode ser bem-sucedido nesta missão extremamente árdua, tendo em vista o contexto da sociedade contemporânea, que foi impactada diretamente pela tecnologia e pelas redes sociais. O best-seller da Graça Editorial “Guia bíblico de paternidade espiritual” revela exatamente isso às famílias cristãs. Segundo o autor Bayless Conley, “Um pai transmite mais do que informação. Ele transmite a si mesmo. Torna-se vulnerável. Sacrifica-se por seus filhos e filhas. Vigia em oração por eles e se regozija com o progresso deles. Carrega-os em seu coração. E ele não tem maior gozo do que este: o de ouvir que os seus filhos andam na verdade (3 Jo 1.4). Ser pai exige compromisso”. Além de empatia e compromisso, é preciso muito diálogo, necessidade identificada por Josias Cruz ao longo dos anos de seu ministério como pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) e como pai de dois filhos: Diogo, de 23 anos, e Jean (7). “A Bíblia diz: ‘não por força nem por violência’ (Zacarias 4.6). As coisas que são forçadas nem podem ser abençoadas por Deus. Já em Provérbios 22.6: ‘Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele’, ou seja, deve-se educar como qualquer pai faz, mas ensinar dentro da Palavra de Deus, indicando ao filho o caminho da verdade para que ele nunca se desvie dela. O próprio Deus sempre teve cuidado com cada um de nós. Lá no jardim do Éden o Altíssimo mostrou o que podia e o que não podia ser feito. Mesmo assim, o homem escolheu o caminho do erro. Esforço-me e peço sabedoria a Deus para cuidar de meus filhos”, diz. Pelo exemplo ético e moral, o homem exerce seu papel de pai espiritual, segundo Conley: “Pais, como instrutores, não só ensinam pelo preceito, mas também fazem mais do que isso. Pelo exemplo, eles transmitem o seu caráter aos filhos e, no processo, reproduzem filhos à própria imagem”. Este pensamento é corroborado pelo pastor Josias: “Acima de tudo precisamos ser pessoas de Deus. O pastor Jayme de Amorim Campos (sede nacional da IIGD) costuma dizer que ‘devemos’ ser, não parecer ‘ser’ de Deus. Ninguém melhor do que a nossa família para dizer se eu sou ou não sou de Deus, para analisar a minha forma de agir, minhas atitudes e o meu tratamento para com eles. Tudo isso é um ensinamento. Fico feliz quando meu filho mais velho diz que quer ter um casamento igual ao meu. Ele vê a forma como trato minha esposa e isso acaba sendo uma boa referência. Infelizmente em muitos lares essa referência não é boa e, consequentemente, teremos filhos problemáticos, famílias e casamentos problemáticos”. Bayless Conley diz em sua obra que “verdadeiros pais no Senhor exortam, consolam e cobram”, afirmação que encontra respaldo na Palavra de Deus e na experiência cotidiana como pai e pastor de Josias Cruz: “Veja o cuidado que Deus teve ao ensinar Adão no Éden. O homem poderia comer livremente, menos da árvore que estava no meio do jardim. Desta árvore Adão não poderia comer, senão morreria. O pai faz isso, não impõe nada, ele ensina sem ser autoritário. Quando o filho pródigo falou para o pai que queria sua parte dos bens para viver a vida, não vimos o pai relutando ou questionando. O pai simplesmente dá a parte dos bens ao filho”, explica. Ainda baseado na parábola do filho pródigo (Lucas 15.11-32), o pastor da IIGD relata o comportamento amoroso do pai que instrui e consola mediante os ensinamentos de Jesus: “O filho saiu de casa, viveu uma vida miserável, perdeu tudo, se arrependeu e voltou para o pai. Mesmo após ver o filho passar por isso tudo, o pai não ‘joga na cara’ os acontecimentos, dizendo ‘eu te falei’, ‘bem feito’, ‘você me desobedeceu e quebrou a cara’. Não! A Bíblia diz que o pai o viu de longe, correu ao encontro dele, o abraçou. O filho ainda pediu perdão e misericórdia, mas o pai nem quis ouvi-lo. Trouxe roupas novas, sandálias, botou anel no dedo dele e ainda fez uma festa para o filho que havia retornado ao lar. Essa é a atitude de um homem de Deus, um pai de família, um pai santo que ensina seus filhos o caminho que deve andar”, finaliza.

Como exercer a paternidade espiritual na sociedade contemporânea?

Você sabe o que é nomofobia?

Livro da Graça Editorial orienta famílias a lidarem com esse transtorno psicológico cada vez mais recorrente na sociedade. Psiquiatra prega a atenção aos primeiros sintomas. Leonardo Felix Por acaso seu filho sente um medo irracional de estar sem um telefone celular ou de aparelhos eletrônicos, em geral, como computadores, tablets e videogames? Cuidado! Esse pode ser um primeiro sinal ou sintoma de que ele possui nomofobia. “A fobia é tão grande que chega a ser maior do que o apego pelos familiares, tornando assim muito comuns os problemas e conflitos familiares na comunicação. A nomofobia e a dependência digital são doenças relativamente recentes, assim como as novas tecnologias. Na maioria dos casos, os pacientes procuram o consultório apresentando sintomas associados a fobias, ansiedade e, até mesmo, depressão”, explica a psiquiatra Juliana Moutinho Antunes. Mesmo sendo um tema extremamente contemporâneo, já há amparo na literatura para tentar elucidar a delicada questão. O livro “Redes e adolescentes”, da dra. Kathy Koch, lançado no Brasil pela Graça Editorial, procura orientar as famílias a lidarem com esse transtorno psicológico cada vez mais recorrente na sociedade da informação. Segundo a autora, “cinco necessidades fundamentais” dos jovens devem ser atendidas, mediante o constante diálogo entre pais e filhos e a prática da fé em Jesus e da Palavra de Deus: segurança, identidade, pertencimento, propósito e competência. “A insegurança leva a busca da estabilidade em lugares errados (tecnologia, relacionamentos); (...) jovens sem acesso imediato à tecnologia têm sua segurança ameaçada; (...) se sentem seguros se as coisas são rápidas, perfeitas e fáceis; (...) confiar em pessoas não é natural para os jovens, pois seus relacionamentos são por meio das mídias sociais e das trocas das mensagens; (...) a tecnologia não é o meio que Deus preparou para suprir essa necessidade de segurança”, enumera a dra. Kathy. Para dar dimensão às falas de Kathy Koch e Juliana Moutinho Antunes, um estudo da City University de Hong Kong entrevistou 301 estudantes universitários entre 18 e 37 anos na Coreia do Sul, concluindo que eles veem smartphones, tablets e notebooks como parte de sua identidade, uma extensão de seus corpos. Sem a possibilidade de se comunicarem por meio desses aparelhos, os entrevistados demostraram desconforto, angústia e ansiedade – alguns dos sintomas da nomofobia, que vem do inglês “no mobile phobia” (ou medo de ficar sem celular). De acordo com o portal Canaltech, “esses sinais também são cada vez mais comuns entre os brasileiros que, segundo dados de uma pesquisa feita pela Millward Brown Brasil em parceria com a NetQuest, passam em média 3h14 por dia conectados ao smartphone. Entre os jovens da geração millennial, o tempo médio (...) é ainda maior: 4h diariamente. Apesar de o tempo excessivo que o indivíduo gasta usando o aparelho despertar curiosidade, são os prejuízos que esse uso ocasiona na vida que realmente preocupam”, discorre a publicação. De acordo com Koch, “os pais cristãos sabem que seus jovens serão mais íntegros e saudáveis quando a identidade deles foi fundamentada em seu relacionamento com o Senhor”. Entretanto, para tal, é preciso ocupar o vazio existencial: “Preenchemos esse vazio de maneira saudável pertencendo a Deus, em meio a pessoas que demonstram caráter sólido e compartilham nossas crenças, nossos interesses e/ou talentos”, explica. A psiquiatra Juliana Moutinho Antunes credita a gênese do problema ao modo de vida agitado da vida contemporânea: “Os pais passam muito tempo trabalhando enquanto os filhos ficam a sós, dedicando seu tempo à tecnologia e não aos estudos, o que gera muitos conflitos. É preciso que os pais fiquem atentos ao tempo de exposição à tela e ao conteúdo que essa criança ou adolescente acessa, pois, hoje em dia, a maioria dos jovens já possuem celulares”, orienta. A doutora norte-americana ressalta que “ao encontrarmos nossa competência em Deus, podemos cumprir nosso propósito”. Mas os jovens, especialmente, precisam de orientação nesta descoberta: “Os adolescentes dessa geração possuem multitalentos e são ‘multiapaixonados’, essa é a razão pela qual precisam de direção a fim de descobrir e acreditar no seu chamado”, diz. A atenção aos primeiros sinais e sintomas da nomofobia são fundamentais para a melhoria do quadro, segundo Antunes: “Por exemplo, verificar os dispositivos a cada cinco minutos de forma obsessiva; mentir sobre o tempo gasto no uso do aparelho; irritação no humor quando o celular perde a conexão com a internet. Dessa forma, começam a ocorrer conflitos no trabalho e na família devido ao uso excessivo da tecnologia. Alguns sintomas relacionados à abstinência podem aparecer, tais como taquicardia, sudorese, tremores e falta de ar. Quando esses sintomas estão associados a um prejuízo funcional, é necessária uma avaliação médica, com a possibilidade de início de medicação e terapia psicológica semanal”, encerra a psiquiatra. Fontes: https://canaltech.com.br/saude/nomofobia-vicio-em-dispositivos-moveis-pode-levar-a-depressao-135043/ https://canaltech.com.br/smartphone/brasileiro-passa-mais-de-3-horas-por-dia-no-celular-diz-pesquisa-80193/ https://www.liebertpub.com/doi/abs/10.1089/cyber.2017.0113?journalCode=cyber

Você sabe o que é nomofobia?